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VÍDEO DO DIA

Força de ocupação

Deu no O Globo (bit.ly/uYY5nF)

Por: Antônio Werneck, Vera Araújo e Duilo Victor.

As favelas da Rocinha, Vidigal e Chácara do Céu, na Zona Sul carioca, foram ocupadas pelas forças de paz no início da manhã de domingo.

Estratégica para o tráfico por sua localização numa área nobre da cidade, com faturamento alto (os traficantes vendem drogas a um tipo de viciado que pode pagar mais caro) e cercada de rochas e matas (o que amplia o número de rotas de fuga numa ação policial), a região já foi palco de intensos confrontos, e teria se tornado esconderijo de bandidos foragidos até do Complexo do Alemão.

O anúncio oficial da ocupação foi feito por volta das 7h pelo chefe do Estado Maior da PM, coronel Alberto Pinheiro Neto.

Ele afirmou que a situação estava sob controle na Rocinha, e que não houve incidentes nem tiros disparados. Uma bandeira do Brasil foi hasteada no alto da Rocinha, que deve receber em breve a 19ª Unidade da Polícia Pacificadora do Rio.

O comandante do Batalhão de Operações Especiais (Bope), tenente coronel Wilmam René Gonçalves Alonso, afirmou que policiais estão em vários pontos da comunidade, fazendo incursões na mata, à procura de traficantes, de drogas e de armas e de munições.

Pelo menos 11 fuzis, entre eles oito FAL, um Parafal e dois AR-15 foram apreendidos pelos policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope). Além disso, há uma escopeta calibre 12, uma submetralhadora e uma granada. Um dos fuzis tinha no coldre um desenho de um coelho e no nome da facção criminosa que controla a comunidade.

De acordo com os policiais, a arma pertenceria ao traficante Coelho, preso na Gávea na última quarta-feira. As armas estavam escondidas na mata na localidade do Laboriaux, no alto da favela da Rocinha.

Os policiais comemoram a apreensão com um grito conjunto de "caveira', como são conhecidos os policiais do Bope. Um dos fuzis tem a sigla da facção criminosa que controlava a região. As armas foram levadas para a 15º DP (Leblon).