Páginas

VÍDEO DO DIA

Sina do som: dói - um tapinha não dói!



A gente estuda a vida inteira mesmo: pra ser músico o exercício da técnica tem que ser diário e pra sempre. Não importa a idade.

Na indústria da música que faturou, ao menos em determinado momento dos anos 1990, mais do que todos os outros ramos da economia norte americana (exceto o das armas de guerra) o músico, justamente quem faz acontecer, é o último da cadeia: o que menos ganha, o menos respeitado e o mais desprestigiado.

Fato triste.

No Brasil é ainda pior: há a injuriosa epidemia da surdez musical - aqui não se cultua o hábito de ouvir música - as pessoas adoram um som ao vivo, é verdade, mas só se puderem gritar e beber até cair enquanto a banda toca - de qualquer jeito e bem alto.

Mas músicos são músicos apenas por adorarem a música. Nasceram pra tocar e pra ouvir o som organizado no tempo e no espaço. Músicos não querem ser estrelas, daquelas que entraram no "ramo" pela fama, pela grana ou por qualquer coisa do tipo. O músico é um carpinteiro do som, e a meta primeira e última é sempre a mesma: música.

Uma grande fatia dos nossos gênios musicais são praticamente deportados deste país por não terem condições de sobrevida aqui, no meio do "povo musical".

Pois é.

Enquanto isso, na farsa da indústria cultural, o mito do "novo" sempre vem. E vence: a inovação, a ousadia e a experimentação musicais reais, por outro lado, nascem para morrer logo ali na ignorância da maioria que pouco se importa por música, mas adora modismos e comodismos frios ou requentados travestidos de "novidade" de verão.

Tudo bem, nada disso importa: a sina do som é um prêmio em si. Quem tem essa sina sabe sentir as sensações do que ressoa com dedicação honesta.

Parabéns a todos os músicos - os que tocam, os que se tocam e os que tocam os que tocam ouvindo o que se toca:

Hoje é dia do músico.

Ama a vida e segue!
@galldino