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VÍDEO DO DIA

Veja: desgraça de mídia e suas crias!

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Outro dia fomos tocar no festival João Rock. Na van, quando íamos passar o som, alguém comentou que lera uma "crítica" sobre os artistas que se apresentariam no palco universitário. Lá, na matéria, lia-se que os grupos Teatro Mágico e Móveis eram apenas uma trágica “herança do Los Hermanos”.

Na hora em que ouvi o comentário me lembrei logo da única matéria (que eu saiba) da revista Veja sobre o movimento musical, cultural, econômico e comportamental que vem ganhando força e mais força nessa década: o da música autônomo e independente com suas bandas e artistas que se divulgam pela internet (muitos) lotando os espaços antes restritos ao cast das grandes (e só das grandes) gravadoras.

À época, a reportagem chamou essa galera autônoma de "remelentos" e "esquerdóides". Ou seja: dois termos que não dizem absolutamente nada. Assim como tudo mais que a revista escreve. Do meu ponto de vista, digo.

Concluí que o "crítico" do festival JR deveria ser um leitor assíduo do semanário e uma dessas (infelizes?) pessoas que saem por aí repetindo “roboticamente” tudo que lê ali como sendo a verdade pura e simples. PA-TÉ-TI-CO!

Desprezei o comentário e fui me apresentar para umas cinco mil pessoas, mais ou menos... Ninguém se lembrou das velhas mídias e de sua arrogância babaca e pobre. Vivas!

Aliás, só pensei nisso agora ao ver a nova onda de “denuncismo” vadio inaugurado por ocasião da disparada de Dilma rumo ao Planalto. Parece que a apelação e toda sorte de guerra ideológica já começou. Fiquei atento!

Mesmo que você seja uma das pessoas que folheiam esse tipo de revista (não faz mal, ora...) é bom ter em conta os (des)valores que são defendidos por aí. Não se iluda.

Recentemente eles demonizaram antropólogos, índios, negros... Bom, só não esculhambaram os seus (decrescentes) assinantes. Pelo menos acho... Tal texto ganhou uma nota justamente indignada de uma grande autoridade acadêmica do nosso país. Vejam:
"Aos Editores da revista Veja:
Na matéria `A farra da antropologia oportunista´ (Veja ano 43, nº 18, de 05/05/2010), seus autores colocam em minha boca a seguinte afirmação: `Não basta dizer que é índio para se transformar em um deles. Só é índio quem nasce, cresce e vive num ambiente cultural original.´ Gostaria de saber quando e a quem eu disse isso, uma vez que (1) nunca tive qualquer espécie de contato com os responsáveis pela matéria; (2) não pronunciei em qualquer ocasião, ou publiquei em qualquer veículo, reflexão tão grotesca, no conteúdo como na forma. Na verdade, a frase a mim mentirosamente atribuída contradiz o espírito de todas as declarações que já tive ocasião de fazer sobre o tema. Assim sendo, cabe perguntar o que mais existiria de 'montado' ou de simplesmente inventado na matéria. A qual, se me permitem a opinião, achei repugnante.
Grato pela atenção, Eduardo Viveiros de Castro".

É, penso que devemos ter muito cuidado com essas “revistecas direitóides”. Elas fazem mal para a alma e para o intelecto dos seus leitores. Pior: acabam fazendo mal até pra quem não a lê.
Vade Retro, mídia porca!
Amém.




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