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VÍDEO DO DIA

Qualquer coisa é a mesma coisa...(???)


Li no site da RollingStone uma entrevista curta, mas que me chamou atenção para alguns pontos de vista da cantora Maria Gadu.


Num dos trechos, segundo o texto, ela diz: 

"O pessoal vai falando, 'ah, esta tá dando para alguém'"

Você vai lendo e na frente, de uma forma meio maliciosa, a revista revela que a entrevistada tem boas relações com dois globais de pesoJayme Monjardim e Wolf Maya, além de ser amiga de Dado Dolabella. Por fim, nos brinda com um detalhe desnecessário (pra mim, pelo menos): durante a SPFW, Gadu teria dado dois selinhos em Monique Evans.

O que isso acrescentou? Nada!


Bom, pelo que entendi, há uma parte do público (os alternativos e cults) que gosta de avacalhar a nova "sensação" da MPB que, diz , teria semelhança com Cássia Eller e seria uma mina de hits, colocando cinco músicas de seu CD em quatro produções da Rede Globo (que determina o que vai tocar nas rádios e, por conseguinte, vender disco). Essa parte que se ressente do sucesso da cantora paulistana não sabe que tudo isso aconteceu por puro acaso. Pelo menos na visão de Gadu, com seus 23 anos: 


"Não teve estratégia, nunca planejei nada".


Mas esse "acaso" se mostrou bem controlado diante do entrevistador. O empresário da artista lhe revela que ela não poderia transitar pelos corredores do Pavilhão da Bienal por um motivo muito prático:

"O contrato não deixa!".


Esse distanciamento, juntamente com toda exposição midiática, parece surtir um efeito mágico sobre o público, assinala a matéria ao revelar que uma chega ao êxtase e quase desfalece por ser agraciada com um gesto simples de Gadu ao ofertar-lhe um pouco de seu guaraná.

Mas nada disso me chamou a atenção, óbvio.
E aviso logo: eu acho o som de Maria Gadu bem legal.

É evidente que as estruturas da indústria são monumentais e extremamente convincentes do talento que quer "revelar". E queum preço a pagar além dos louros e prêmios é bem sabido. Sorte e parabéns para a cantora nesse mundo inimaginável e poderoso.

O que me chamou a atenção na verdade foi a seguinte frase:

"Kelly é tão música quanto Chico Buarque. Um sol [nota musical] é um sol, com Kelly ou com Chico. Se alguém canta 'vai tomar no cu', está querendo dizer algo com isso"

Fiquei pensativo sobre esse ponto de vista. E achei que deveria perguntar se essa observação encontra respaldo e consonância em vocês.

Vejam Chico Buarque de Holanda cantando Cálice, um clássico da MPB:





Agora vejam Kelly Key no seu maior sucesso, Baba Baby:






Obs.: o vídeo de Chico tem 131mil exibições enquanto o de Kelly tem 459mil. (???)


Comparem. Reflitam. Respondam a enquete.

Ama a vida e segue
@galldino