Páginas

VÍDEO DO DIA

A sombra de todo mal: INTOLERÂNCIA!

Jovens, em algum ponto da nossa história recente, eram representantes de libertação, de paz e de amor. Contestavam as garras da moral conservadora e opressora.

Hoje, diante das imagens bizarras da Uniban (universidade particular da maior economia do país, São Paulo), aquele referencial de jovem parecia ser coisa de um passado muito distante. Um passado ideal até: coisa da fantasia.

O que chocou a multidão que bradava como bestas famintas?

Numa das falas do vídeo uma moça diz: “...ela está chorando...”, como quem dissesse: “Já teve a lição que merecia.” Mas outra voz, também de mulher, arremata: “dane-se”: que sofra.

O que havia de tão revoltante na roupa da estudante? As pernas de fora? Quem são esses beatos desesperados?

Algumas pesquisas revelam que a molecada só tem dois simples objetivos na vida: conforto e segurança. Custe o que custarem.

Todo o resto, como disse uma das agressoras, que se dane: as lutas pela liberdade, a participação política, o comprometimento com o próximo, o respeito à vida e à tolerância: DANEM-SE.

É extremamente chocante ver como universitários, supostamente indivíduos com acesso à educação, bens culturais e informação, chegaram a um tal nível de baderna, de preconceito grotesco e (pior de tudo) de crueldade.

Ali estavam nossos jovens: futuros governantes, patrões, professores. Que temível país, então, teremos aí pela frente.

Vivemos num verdadeiro fosso ideológico, bem sabemos. Tudo anda confuso e embaralhado: o sucesso estrondoso dos cinemas é um filminho que vende uma “assexualidade puritana”. Uma relação casta e “alvejante”. Por outro lado, os desejos estão todos aí. E bem aflorados: mais casas de swing, mais pornografia na internete e fora dela, mais experiências secretas e toda sorte de sacanagem na prática.

Tudo inconfessável, no entanto.

Diante disso, parece que estamos de volta (se é que saimos) àquele dilema vagabundo e hipócrita: à luz do dia devemos ser tal qual coroinhas. Já à noite seremos clientes e/ou putas. Às tardes reservaremos as confissões ao pé do ouvido do perdoador de "pecados".

Aos que expuserem seu “mal” em público: pedradas e humilhações. A sorte de Geni.

Onde foi parar a geração do “é proibido proibir”?. Esse aí é o resultado de toda a liberação sexual do século XX? É o fruto das vitórias do feminismo?

Não! Não pode ser. Espero, honestamente, que aqueles imbecis não sejam, na verdade, representantes de nada. DE PORRA NENHUMA. NENHMA PORRA!

Há que se ter jovens de todas as idades, de todos os níveis de escolaridade, de todas as classes sociais que estarão chocados, como eu, diante dessa barbaridade tenebrosa.

Eu digo:
VIVA À LIBERDADE SEXUAL.
ROUPA NÃO É NADA: VIOLÊNCIA É O FIM!
OUSADIA SIM. INTOLERÂNCIA NÃO!
VIVAS ÀS GENIS! ÀS GENITÁLIAS.

Ama a vida e segue!